Nos últimos dias, um dos temas de discussão em redor do Benfica é o brasileiro Talisca. Como as coisas mudam... Se há um ano atrás alguém pusesse o mosqueteiro em causa era logo linchado, tal é a pressa em endeusar qualquer um. Hoje, já há quem o leve ao aeroporto quando o tema é a venda, tal é a gritante falta de rendimento do jogador!
Mais gritante foi a incompreensível defesa deste jogador, mesmo em subrendimento... Imagine-se, havia gente que defendia Talisca a 8, pois era só com ele que marcávamos! Sem sequer questionar o porquê da pouca qualidade mostrada... Quanto a mim, o brasileiro é apenas fruto da típica política de aquisições na Luz: comprar por atacado a ver se cola. Isto sabendo que o brasileiro joga como segundo avançado e que ainda viria Jonas (mais Djuricic). E depois, perante a política de activos, meteu-se o jogador à força fora de posição, prejudicando a equipa! Mesmo na era de JJ... Mas até o "cérebro" percebeu em tempo o erro. E Rui Vitória, não resistiu, cometendo-o também. A questão é: forçado por quem?
Que fazer? Quanto a mim, claramente emprestar. Trata-se de um jogador de qualidade, com muito espaço de evolução e muito por crescer e dar, mas em queda... Logo com pouco mercado. Neste momento, está sem espaço e quanto a mim, no plantel, existem dois jogadores muito parecidos: Jonas e Djuricic. Por isso, o acertado seria emprestá-lo, a um clube europeu, que lhe garanta utilização na sua posição, 2º avançado, ganhando experiência, por voltar, dentro de ano e meio, mais forte e para substituir Jonas, num plantel já com espaço para ele.
Off topic: Deixo o meu 11 para logo: Júlio César; Almeida, Eliseu, Lisandro, Jardel; Samaris, Sanches, Pizzi, Carcela; Jonas e Mitroglou. Creio ser importante Guedes descansar, anda a cair a pique de forma e não podemos esperar que um miúdo de 18 anos se submeta a esta carga o ano inteiro. Precisa de banco. Carcela é um jogador mexido, que cai nas duas faixas e bastante atrevido no remate à baliza. Pizzi parece-me bem de manter pois faz bem a posição interior e confere à equipa algum equilíbrio, permitindo ter Jonas e Mitroglou no ataque. No entanto, se a equipa continuar a revelar a gritante falta de imaginação com que nos tem brindado a maioria das vezes, ante uma forte equipa como a do Rio Ave, os dissabores irão acontecer.